Omaggio in Blues per Roberto Ciotti
Antonella Rita Roscilli
La locandina dell'evento romano
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

"Omaggio in Blues:" è il titolo del tributo musicale che celebra Roberto Ciotti, il musicista romano che più di ogni altro ha rappresentato il blues in Italia. Con il patrocinio del Municipio VIII, si svolgerà a Roma il 12 maggio 2014, dalle ore 19 alle ore 24, presso il Teatro Palladium, piazza Bartolomeo Romano 8.

Interverranno tanti musicisti e amici con una kermesse musicale per ricordare questo grande artista che ci ha lasciato a fine 2013. Da molti, nell’ambiente, veniva considerato l'Eric Clapton italiano, anche se è grazie a Jimi Hendrix che il giovane Roberto decise di diventare musicista, dopo aver assistito ad un suo concerto.

Era nato nel 1953 e all'età di 20 anni fondò il suo primo gruppo che chiamò Blue Morning,  e con esso registrò un unico disco che fu  prodotto da Antonello Venditti. Molto quotato come chitarrista, negli anni '70 fu attivo anche nei dischi e nei live di cantautori come Edoardo Bennato, Francesco De Gregori. Erano gli anni del Folkstudio, lo storico locale di Trastevere e Roberto Ciotti partecipò alle registrazioni dell’album Alice non lo sa di Francesco De Gregori.

Poi incontrò il giovane musicista Edoardo Bennato con cui condivideva l'interesse del beat e del rhythm and blues. Insieme firmarono l’album La Torre di Babele, che riuscì a imporsi grazie alla nascita in quel periodo delle radio libere. Le loro canzoni parlavano di non violenza e attaccavano la borghesia e il provincialismo. A questo primo album seguirono Burattino senza fili ed Edo rinnegato.

Poi Roberto si dedicò sempre di più al blues di cui fu pioniere assoluto in Italia insieme a Fabio Treves. Previlegiò sempre di più la sua personale dimensione artistica, inizialmente in omaggio ai grandi del blues, con albums come Rockin' blues, che fu presentato al programma Mr. Fantasy. Tuttora questo è il disco di blues più venduto, realizzato da un italiano.

Con una voce densa e profonda e la sua inseparabile chitarra, iniziò a partecipare ai principali festivals dedicati al blues, in Italia e in Europa. Nel 1978 uscì Supergasoline blues e apparve per la prima volta in tv accanto a Renzo Arbore ne L’altra Domenica. Nel 1980 aprì i concerti di Bob Marley, con cui si esibì davanti a una platea di oltre centomila spettatori, a Milano e a Torino.

Raggiunse il grande pubblico italiano nel 1984 quando Gabriele Salvatores gli propose di comporre la colonna sonora del film Marrakech Express, per il quale Ciotti compose No More Blue, la sua canzone più nota. L'anno dopo, sempre Salvatores, gli affidò la colonna sonora del film Turnè, che Roberto registrò a New York, insieme a Tommy Mandel, ex tastierista dei Dire Straits.

Con trentacinque anni di carriera solista e 15 album all’attivo, Roberto Ciotti si è spento a 60 anni, dopo una lunga malattia, qualche ora prima dell’alba del nuovo anno 2014. La sua ultima opera è un esperimento di commistione con i ritmi africani del Senegal, paese del quale si era innamorato.
Ciotti era un artista curioso e attento alle altre culture e stili musicali.

Misturò per un certo periodo il suo blues con i suoni latini. Amava molto il Brasile. Negli ultimi quindici anni continuava ad esibirsi in concerto e il suo gruppo venne integrato per diversi anni da Flavio Vargas, un percussionista brasiliano. Musicista, proveniente da Porto Alegre (Rio Grande do Sul), vive da molto tempo in Europa e ha scelto l' Italia da tanti anni.
A Flavio Vargas abbiamo rivolto alcune domande per testimoniare il ricordo del grande bluesman italiano.

Cosa pensava Roberto Ciotti della musica brasiliana?
Rispettava i musicisti brasiliani e la nostra musica gli piaceva molto. Rimaneva sempre impressionato dai tanti accordi che esistono nelle nostre canzoni. Lui amava profondamente la  ricchezza musicale brasiliana.

Quando hai iniziato a lavorare con Roberto Ciotti?
Ho iniziato a lavorare con lui nel 2000 e l'ho accompagnato fino al 2010.

Qual'era la formazione del gruppo di Ciotti?
C'era Andrea Pagani al piano e tastiera, Walter Detond alla batteria, Elio Buselli al basso , oltre me naturalmente e ci esibivamo in locali e festivals.

Come sono stati questi anni con lui e cosa ti ha lasciato?
Con Roberto io personalmente ho imparato tantissimo, ho imparato a suonare, a diventare un professionista. Lui era molto esigente, era rigoroso durante le prove, ma valeva la pena perchè poi quando suonavamo nei concerti era tutto perfetto. 
 
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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

Omaggio in Blues para o artista italiano Roberto Ciotti
por
Antonella Rita Roscilli



                                                                           
                                                                
"Omaggio in Blues" é o título do evento musical que homenageia Roberto Ciotti, o grande artista romano que mais do que qualquer outro tocou e representou o blues na Itália. Sob o patrocínio do Municipio VIII da Prefeitura de Roma, o evento acontecerà em Roma no dia 12 de maio de 2014, a partir das 19 h  até meia noite, no Teatro Palladium, Piazza Bartolomeo Romano 8.

Entre os que parteciparão, estão muitos músicos e amigos. Todos, através de musica e palavras. celebrarão este grande artista falecido em 2013. Muitos o consideravam o Eric Clapton italiano, embora seja graças a Jimi Hendrix que o jovem Roberto decidiu tornar-se músico, depois de ter assistido a um de seus shows. Roberto nasceu em 1953 e com 20 anos de idade fundou seu primeiro grupo chamado Blue Morning. Junto com este gravou um álbum, que foi produzido pelo cantor italiano Antonello Venditti .

Como guitarrista, na década de '70, Roberto CIotti atuou ao vivo na Itália com cantores e  compositores, quais Edoardo Bennato e Francesco De Gregori. Eles, hoje em dia, representam, entre outros, os maiores cantautori da história da música italiana dos anos '70. Revolucionaram o jeito de compor, de cantar, sobretudo de enviar mensagens sociais através das composições.

Em Roma nos anos '70 funcionava o famoso Folkstudio, o histórico local do bairro de Trastevere, onde se experimentava o novo: Roberto Ciotti tocava là e participou da gravação do álbum Alice non lo sa de Francesco De Gregori. Em seguida, conheceu o então jovem músico Edoardo Bennato, com quem compartilhou o interesse pela música beat e  rhythm and blues.

Os dois assinaram o álbum La Torre di Babele, cujas canções falavam da não-violência e atacavam a burguesia e o provincianismo.  A este primeiro álbum seguiram  Il burattino senza fili e Edo rinnegato. Em seguida, Roberto dedicou-se cada vez mais ao blues do qual ele foi o pioneiro absoluto na Itália, com Fabio Treves. Privilegiou mais a sua dimensão artística pessoal, inicialmente, em homenagem aos grandes nomes do blues, como no álbum  Blues Rockin  que foi apresentado várias vezes no programa Mr. Fantasy da Rai-Radiotelevisione Italiana. Hoje em dia ainda é o maior disco de blues vendido na Itália, e realizado por um italiano.

Com sua voz profunda e seu inseparável  violão, Roberto Ciotti participava de grandes festivais tanto na Itália como na Europa inteira. Em 1978 lançou Supergasoline blues  e apareceu pela primeira vez na televisão italiana ao lado de Renzo Arbore no programa L'altra domenica. Em 1980, abriu os shows de Bob Marley nas cidades italianas de Milão e Turim, apresentando-se com ele na frente de uma platéia de mais de cem mil espectadores.

Atingiu o grande público em 1984, quando o diretor italiano Gabriele Salvatores pediu-lhe para compor a trilha sonora do filme Marrakech Express. Para este filme Ciotti compôs No More Blue , a sua música mais popular. No ano seguinte nasceu uma sua nova trilha sonora, desta vez para o filme Turnė, sempre de autoria do diretor Salvatores. A trilha foi grava em Nova York, junto com Tommy Mandel, ex- tecladista do grupo Dire Straits.

Com 35 anos de carreira artística e 15 álbuns, Roberto Ciotti morreu aos 60 anos após uma longa doença, poucas horas antes do alvorecer de um novo ano. Seu mais recente trabalho é um experimento, uma mistura com ritmos africanos do Senegal.  

Ciotti foi um artista curioso e atento a outras culturas e estilos musicais. Misturou por um tempo seu blues com sons latinos e amava o Brasil. Nos últimos quinze anos, se apresentava com seu grupo em clubes e festivais. Por muito tempo trabalhou com ele também um percussionista brasileiro: Flavio Vargas. Músico brasileiro, originário de Canoas, Porto Alegre (Rio Grande do Sul), vive há anos na Europa e escolheu a Itália para seu trabalho artistico. A ele pedimos de lembrar algo do grande artista:

O que achava Roberto Ciotti da música brasileira ?
Ele respeitava os músicos brasileiros e gostava muito da nossa música. Ficava sempre impressionado com os muitos acordos que existem em nossas músicas. Podemos dizer que ele amava profundamente a riqueza da música brasileira.

Quando você começou a trabalhar com Roberto Ciotti ?
Comecei a trabalhar com ele em 2000, e o acompanhei até 2010.

Qual era o grupo que acompanhava ele durante os shows?
Andrea Pagan ao piano e teclado, Walter Detond na bateria, Elio Buselli ao baixo e eu na percussão. 

Como foram esses anos com ele? O que mais lembra dele?
Com Roberto eu pessoalmente aprendi muito , aprendi a tocar melhor, a me tornar um profissional. Foram grandes aulas. Durante os ensaios ele era muito exigente, mas valia a pena porque depois, quando tocávamos,  no show,  tudo estava sempre perfeito.
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Antonella Rita Roscilli, brasilianista, giornalista, scrittrice e traduttrice. Si dedica alla divulgazione di cultura e attualità del Brasile e Paesi dell’Africa di lingua portoghese. Laureata in Italia in Lingua e Letteratura Brasiliana, è in Brasile Mestra em Cultura e Sociedade, membro corrispondente della Academia de Letras da Bahia, e dell'IGHB. Lavora  da oltre venti anni nell'area culturale con articoli pubblicati nella stampa e nel mondo accademico. Ideatrice nell'area documentaristica e biografa della memorialista brasiliana Zélia Gattai Amado, su cui ha pubblicato le opere Zélia de Euá Rodeada de Estrelas (ed. Casa de Palavras, 2006), Da palavra à imagem em “Anarquistas, graças a Deus” (ed. Edufba/Fapesb, 2011). Ha curato in Italia la post-fazione dell’edizione di Un cappello di viaggio (ed. Sperling &Kupfer).