Il Memoriale di Jorge Amado diventa realtà in Brasile nel 2014
Antonella Rita Roscilli
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

"Sulla nostra casa, di Jorge e mia, in via Alagoinhas, 33, nel quartiere di Rio Vermelho di Salvador  Bahia, molto è stato detto, molto si è declamato. E' stata citata in prosa e in versi, eppure, ci sono ancora tante cose da raccontare. A volte mi ritrovo a pensare se riuscirò a scrivere tutte le storie, tante, di persone e animali che vi sono passati".

Così inizia il libro " Memorial do Amor", scritto nel 2004 da Zélia Gattai, per ricordare la casa dove visse per quaranta anni con Jorge Amado. Si tratta di una casa speciale ove, quasi ogni giorno, risuonava il battito dei tasti della macchina da scrivere. Infatti qui sono nati molti dei libri dello scrittore brasiliano più famoso nel mondo.

Nel 2014 aprirà i battenti, finalmente trasformata in Memoriale, come sogna la famiglia da 10 anni. Una squadra sta lavorando sodo per far sì che il Memoriale venga aperto ufficialmente ai visitatori durante i prossimi Mondiali di Calcio. "Per giugno non sarà tutto pronto, ma in parte verrà aperta", spiega João Jorge Amado Filho, nipote degli scrittori. Così torneranno nella casa gli oggetti, i libri, i mobili e le opere d'arte. Ritorneranno al loro posto, come si trovavano quando Jorge e Zélia  vivevano in questo quartiere della città brasiliana di Salvador Bahia e qui ricevevano i loro tanti amici brasiliani e stranieri, artisti e intellettuali .

E qui sono nati molti dei libri scritti da Zelia Gattai che nel 1999 le rese omaggio e diede alle stampe  "A casa do Rio Vermelho" (ed. Companhia das Letras). L'opera, ricordiamo, è stata pubblicata in Italia nel 2002 con il titolo " La casa di Rio Vermelho. Una vita con Jorge Amado " (editore Garzanti). In via Alagoinhas, 33, oltre la casa, esiste un bel giardino con alberi piantati da Jorge e Zélia. Sotto un albero di mango, dove amavano trascorrere il pomeriggio, oggi sono sepolte le ceneri della coppia .

Il progetto della trasformazione della casa in Memoriale è stato reso possibile grazie alla collaborazione del Comune con una società privata che gestirà lo spazio. "Stiamo combattendo per questo Memoriale, ma ora, per la prima volta, posso dire che nascerà" conclude João Jorge Amado Filho.
 

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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

Em 2014 o "Memorial Jorge Amado" vira realidade 
por
Antonella Rita Roscilli

"Sobre nossa casa, de Jorge e minha, na rua Alagoinhas, 33, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador da Bahia, muito jà se disse, muito se cantou. Citada em prosa e verso, sobra-me, no entanto, ainda o que dela falar. Fico pensando se alcançarei escrever todas as histórias, tantas, de gente e de bichos que nela passaram" .

Assim começa o livro "Memorial do Amor" escrito por Zélia Gattai em 2004, sobre a casa onde viveu por quarenta anos com Jorge Amado. E' uma casa especial que muitas vezes ouviu o barulho da maquina de escrever, pois aqui nasceram muitos dos livros do escritor brasileiro mais famoso no mundo. E finalmente, nesse ano de 2014, será transformada em Memorial, como sonha a família há 10 anos.

Abrirà as portas para os leitores do mundo inteiro que queiram visitar o lugar onde morou o escritor brasileiro. U
ma equipe está trabalhando com a meta de que o Memorial esteja aberto para visitantes já na Copa do Mundo. “Pode ser que não esteja toda pronta até junho, mas, ao menos,  uma parte” conta João Jorge Amado Filho, neto dos escritores.

Assim na casa lendaria voltarão objetos, livros, móveis e obras de arte. Voltarão para os lugares onde ficavam quando Jorge e Zélia moravam neste bairro de Salvador e recebiam amigos brasileiros e estrangeiros, entre artistas e intelectuais. E là nasceram também muitos dos livros escritos por Zélia Gattai que a este casarão dedicou em 1999 "A casa do Rio Vermelho" (ed. Companhia das Letras).

A obra foi publicada na Itália em 2002 com o título "La casa di Rio Vermelho. Una vita con Jorge Amado", pela editora Garzanti. Na rua Alagoinhas, 33,  além da casa, existe um belissimo jardim com árvores que foram plantados durante anos por Jorge e Zélia. Embaixo de uma mangueira, onde eles gostavam de passar as tardes, hoje estão enterradas as cinzas do casal.

O projeto será viabilizado graças à parceria da prefeitura com uma empresa privada, que assumirá a gestão do espaço. “Estamos lutando por esse Memorial. Agora, pela primeira vez, posso dizer que ele vai sair”, comemora João Jorge Amado Filho.