"MEMÓRIAS DA ALEGRIA": ESCE IN BRASILE IL NUOVO LIBRO DI MYRIAM FRAGA
Antonella Rita Roscilli
La copertina del libro
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

La scrittrice brasiliana Myriam Fraga lancia il 27 settembre, alle ore 11, presso il "Café Teatro Zelia Gattai" della Fondazione Casa di Jorge Amado di Salvador ( Bahia ) , il suo nuovo libro " Memórias da Alegria" ( ed. Casa de Palavras) , che riunisce testi da lei presentati durante seminari e conferenze in Brasile e all'estero sull'opera di Jorge Amado. 

La pubblicazione ha contato sul patrocinio del Banco do Nordeste e contiene documenti preziosi come, per esempio, "O Documento e a Ficção" presentato all'Università della Sorbonne di Parigi  nel 2002, durante il "Coloquio Jorge Amado". Ma la scrittrice racconta anche aneddoti e storielle relative alla sua lunga amicizia con Jorge Amado e la sua compagna Zelia Gattai.

Poetessa, giornalista, biografa e scrittrice, Myriam Fraga è nata a Salvador Bahia nel 1937. La sua opera racchiude circa 20 libri, tra poesia e prosa. Oltre a illustri riconoscimenti e premi, è presente in diverse antologie in Brasile e all'estero, con poesie tradotte in inglese, francese, tedesco. La scrittrice iniziò a scrivere alla fine del 1950 , pubblicando i primi componimenti poetici su giornali e riviste . Il suo primo libro si intitola "Marinhas" e fu  lanciato  nel 1964 dalla casa editrice "Macunaíma" di Glauber Rocha.

Partecipò al movimento baiano"Geração Mapa" insieme ad altri intellettuali brasiliani che, in un'epoca di grande fermento, ricercarono il rinnovamento dell'Arte baiana e produssero un cambiamento radicale nel campo del cinema, della pittura, della prosa, della poesia, ecc..  

Editorialista del giornale "A Tarde" , è stata curatrice della rubrica " Linha d'Água " per molti anni. Myriam Fraga riesce egregiamente a conciliare il suo lungo percorso letterario con il lavoro di Direttrice esecutiva della "Fondazione Casa de Jorge Amado", un incarico che assunse nel 1986. Accadde poco dopo la sua elezione presso l'Academia de Letras da Bahia, un dovuto riconoscimento della sua Terra, avvenuto tra gli applausi di Jorge Amado. Conobbe il famoso scrittore nel 1964 , dopo aver pubblicato il suo primo libro di poesie , 'Marinhas", che giunse qualche tempo dopo nelle mani di Amado.
Da allora i  loro percorsi si sono avvicinati sempre più e non si sono mai allontanati.

Oggi Myriam Fraga è celebrata per un'opera letteraria di valore innegabile costituita da libri biografici e di  poesia. Ritrae tematiche sociali specifiche del Nordest brasiliano, ma nella sua linea è presente anche la ricerca e la costruzione di figure femminili che offrono nuovi significati a figure e a temi della mitologia . "Il tempo e la memoria sono elementi importanti della poesia di quest' autrice, e si manifesta come una vera  tematica che attraversa tutta la sua Poetica" (Evelina Hoisel) .

Myriam si definisce "molto poetessa e poco teorica". Perciò  il suo libro " Memórias da Alegria"  è caratterizzato da una vena più marcatamente poetica : "Ma non si tratta di un libro pretenzioso , sono flash e impressioni".  L'autrice rivela anche i ricordi  più curiosi della sua amicizia con i due scrittori, come la prima visita che fece a Parigi nel 1989 alla coppia Amado - Gattai, quando vennero ricevuti da Danielle Mitterrand per la prima colazione .

Inoltre la pubblicazione contiene un saggio, finora inedito in Brasile, dal titolo "Imagens de Salvador nas Narrativas Urbanas de Jorge Amado",  pubblicato l'anno scorso nella rivista spagnola "Turia".  Un altro capitolo descrive una tavola rotonda in occasione del Ciclo di Conferenze su Jorge Amado tenutoi nel 2002 nel Museu Carlos Costa Pinto  di Salvador , durante il quale si riunirono gli illustratori delle opere dello  scrittore , come Carybé , Mario Cravo, Calasans Neto e Floriano Peixoto . " Sembravano dei ragazzini che giocavano ", dice Myriam .

Vi è poi un testo delizioso sul rapporto dello scrittore con le antiche librerie di Bahia e produzioni più recenti come il saggio " La presenza dell'Orixá nell'opera di Jorge Amado ", presentato al "III Coloquio Jorge Amado", promosso dall'Academia de Letras da Bahia e la FCJA.

Dopo le numerose feste e manifestazioni per il Centenario  dello scrittore , avvenute l'anno scorso , durante le quali ha rappresentato la "Fondazione Casa di Jorge Amado", la scrittrice Myriam Fraga ha quindi sentito  la necessità di dare una visione più personale su Jorge Amado e Zelia Gattai, suoi amici di tanti anni.

E conclude : "L'idea di raccogliere in un libro i ricordi della mia amicizia con Zelia e Jorge è arrivata durante le celebrazioni del Centenario.  Mi sono sentita sempre più coinvolta dal clima di entusiasmo suscitato dagli eventi che si stavano moltiplicando  in tutto il mondo . Così ho voluto ricordare Zélia  e Jorge, ai quali devo diversi momenti felici e di alta lezione che ho vissuto nella mia vita" .
 
 
 
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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

"MEMÓRIAS DA ALEGRIA" ,  SAI NO BRASIL A NOVA OBRA DE MYRIAM FRAGA
por
Antonella Rita Roscilli

A escritora Myriam Fraga lança no dia 27 de setembro, às 11h, no Café Teatro Zélia Gattai da Fundação Casa de Jorge Amado de Salvador (Bahia), a obra “Memórias de Alegria” (Ed. Casa de Palavras), em que reúne textos que foram apresentados por ela durante seminários e conferências em torno da obra de Jorge Amado.

A publicação, que contou com o patrocínio do Banco do Nordeste, reúne comunicações, palestras e textos apresentados por Myriam em eventos diversos, como no Colóquio Jorge Amado, na Universidade de Sorbonne (Paris), em 2002 (O Documento e a Ficção). Mas a escritora relata também aspectos curiosos da convivência que a autora teve com o escritor, e sua companheira Zélia Gattai, durante os anos que está à frente da diretoria da Fundação Casa de Jorge Amado.  
 
Baiana de Salvador, nascida em 1937, Myriam Fraga é escritora, poeta, jornalista e biógrafa, tem 20 livros publicados, entre poesia e prosa. Participou de várias Antologias no Brasil e exterior, tendo poemas traduzidos para o inglês, francês alemão e italiano. Myriam começou a escrever no fim da década de 1950 publicando seus primeiros poemas em jornais e revistas. Seu primeiro livro foi publicado em 1964 pela editora Macunaíma, de Glauber Rocha. Colunista do jornal  "A Tarde", por muitos anos curadora da Coluna "Linha d'Agua", Myriam consegue conciliar sua estrada literaria e seu dedicado trabalho como diretora-executiva da Fundação Casa de Jorge Amado, cargo que assumiu em 1986, logo após ingressar na Academia de Letras da Bahia, tendo o reconhecimento da sua terra, incluindo o aplauso de Jorge Amado.

Conheceu Jorge Amado em 1964, pouco tempo depois de ter publicado seu primeiro livro de poemas, "Marinhas", que chegou às mãos do escritor no mesmo período. Desde então, ambas as trajetórias se aproximaram.

Myriam Fraga é celebrada com uma obra de valor incontestável: consta de livros biograficos e de Poesia em que retrata questões sociais específicas do Nordeste, traz representações da Bahia, mas também busca uma construção do feminino, ressignificando figuras e temas da mitologia. “O tempo e a memória constituem importantes vertentes da poesia desta autora, transformando-se em uma temática que perpassa os vários poemas” Evelina Hoisel.

Sobre "Memórias de Alegria", Myriam salienta que, por ser "muito poeta e pouco teórica", o livro tem uma dimensão mais marcada pela poesia: "Não é um livro pretensioso, são flashes e impressões que  eu tive".  Myriam resgata também lembranças como por exemplo a primeira visita que fez ao casal Amado-Gattai em Paris, em 1989, quando foram recebidos por Danielle Mitterrand para um café da manhã.

Inédito no Brasil, o ensaio Imagens de Salvador nas Narrativas Urbanas de Jorge Amado,  publicado  no ano passado na Revista Turia, de Madri (Espanha), também enriquece a publicação.
Outro capítulo transcreve uma mesa-redonda, por ocasião do Ciclo de Palestras sobre Jorge Amado em 2002, no Museu Carlos Costa Pinto, que reuniu os ilustradores da obra do escritor, como  Carybé, Mario Cravo, Floriano Peixoto e Calasans Neto. "Eles pareciam umas crianças brincando", lembra Myriam.

Também há um delicioso texto sobre a relação do escritor com antigas livrarias baianas. E produções mais recentes, como o ensaio  "A Presença do Orixá na Obra de Jorge Amado", apresentado no III Curso Jorge Amado (promovido pela Academia de Letras da Bahia e FCJA neste ano) que integram a publicação. 

Após as muitas comemorações e eventos em torno do centenário do escritor, no ano passado, em que Myriam representava a FCJA, ela sentiu necessidade de dar uma visão mais pessoal sobre Jorge Amado e Zélia Gattai, seus amigos por muitos anos. E conclui: “A intenção de reunir em livro um registro de minha relação com Zélia e Jorge surgiu durante as homenagens pelo centenário dele. Me sentia cada vez mais envolvida pelo clima de entusiasmo despertado pelas celebrações que se multiplicavam pelo mundo inteiro. Devo a Zélia e a Jorge diversos momentos felizes e um aprendizado de vida”. 
Traduzione di Rina Bialetti