IL LIBRO DEL MESE. "Il Presidente impossibile. Pepe Mujica: da guerrigliero a presidente" di N.Angelucci e G.Tarquini. Ed. Nova Delphi
Antonella Rita Roscilli
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugĂ»es)

“Il presidente impossibile, Pepe Mujica: da guerrigliero a presidente” di Nadia Angelucci e Gianni Tarquini costituisce la prima biografia italiana completa su un uomo-simbolo che, dalle lotte per l'uguaglianza e la giustizia, è giunto a ricoprire la carica di presidente della Repubblica nel suo paese: l'Uruguay.

E' edito in Italia nella collana "Viento del Sur" dalla Nova Delphi, coraggiosa casa editrice, attraverso le cui pubblicazioni si approfondiscono tematiche che, forse, in altro caso, non giungerebbero a noi in modo così esaustivo. Arricchito dalla prefazione di Erri De Luca, il libro, tra le altre, è stato presentato a Roma alla Fondazione Basso e alla Fiera Nazionale della Piccola e Media Editoria. 

Nato il 20 maggio del 1935 in un Paese all'epoca in pieno sviluppo e molto vicino ai valori migliori che provenivano dalla lontana Europa, José Alberto Mujica Cordano, come dice Erri De Luca nella prefazione “è il compagno che ognuno avrebbe voluto a fianco e che molti hanno conosciuto sotto diversi nomi”. 

Usando nomi di battaglia evocativi come Facundo, Emiliano, Ulpiano ed esponente di spicco del movimento guerrigliero Tupamaros, Mujica già tra il 1969 e il 1971 venne arrestato e torturato per le proprie azioni rivoluzionarie, dettate dal credo nell'uguaglianza e nella giustizia. Dopo un’evasione tornò nel 1973 definitivamente in carcere nello stesso anno del colpo di stato militare, che trasformò quello che era un Paese democratico ed avanzato in una dittatura.

Uscì dal carcere solo nel 1985, al ritorno della democrazia. Il 1° marzo 2010 fu eletto presidente della repubblica in qualità di candidato del raggruppamento della sinistra uruguaiana Frente Amplio. Questi anni vissuti da Capo dello Stato li ha trascorsi dimostrando sempre come un uomo che arriva ai vertici di un Paese, possa continuare a vivere nella semplicità, rinunciando a gran parte del proprio stipendio devoluto in attività umanitarie. Pepe ha rinunciato a tutti i privilegi della cosiddetta casta ed è rimasto a vivere nella sua umile “chacra”, insieme alla sua compagna. Nel poco tempo libero si è dedicato  alla terra e alla coltivazione.

Come scrivono Nadia Angelucci e Gianni Tarquini, "l’unicità di Mujica è data proprio dalla sua resistenza ad un certo tipo di civilizzazione". Il libro é anche una preziosa opera storica in quanto ripercorre in modo approfondito la storia dell’Uruguay, dagli anni ’30 fino ai giorni nostri. E si conclude con una intervista a Lucia Topolansky, compagna di vita di Pepe Mujica ed attuale senatrice della Repubblica. “E’ impossibile che un pensiero di portata planetaria si crei a partire da una sola individualità. E’ necessario invece che la nostra parte del pianeta elabori collettivamente una riflessione e un pensiero e possa condividere la propria esperienza a livello globale”.

Nel libro viene anche ricordato uno degli interventi di Mujica maggiormente esplicativi del suo pensiero: "La democrazia vera non esiste, è una meta da raggiungere, non so quando né so bene come. La democrazia è un insieme di compromesso, lavoro, partecipazione, gestione dell' economia e tutto il resto. Noi siamo lontani da tutto questo e mi sembra che ci si avvicinino di più i popoli indigeni. La democrazia liberale massifica, non promuove lo sviluppo delle enormi potenzialità della società, non dà opportunità, è rigida. Il fatto che io accetti di navigare con questo sistema non significa che mi illuda che sia il sistema ideale. No! Da questo punto di vista sono socialista come esattamente trent’anni fa".

Rimasto sempre fedele ai suoi valori, Pepe Mujica incarna quell'etica che spesso si dimentica nella politica e leggere questo libro è una grande lezione di vita. Le lotte, le umiliazioni, la sofferenza, il carcere, i soprusi subiti e di cui apprendiamo nel libro, non hanno scalfito i principi di Pepe, anzi, li hanno rafforzati. Mujica ha sempre applicato costantemente  e con una coerenza impari i suoi valori, per tutta la vita, anche quando ha raggiunto i vertici del suo Paese, come presidente amato da tutti, in modo trasversale. Forse perchè, al di là dei credo politici, la sua vita, magistralmente riportata in questo libro, mostra un uomo che ha lottato e lotta in nome di principi che dovrebbero accomunarci tutti: il Bene per il prossimo, il rispetto e i diritti umani.

Il mandato presidenziale di Mujica é scaduto il 26 ottobre 2014, ma resterà in carica fino al marzo del 2015, quando verrà sostituito dal nuovo presidente Tabaré Vazquez, eletto il primo dicembre, e già Presidente della Repubblica dal 2005 al 2010. Mi piacerebbe concludere con alcune parole della prefazione di Erri de Luca: "Questo è il Presidente Pape Mujica e il suo nuovo Uruguay democratico. Insieme inaugurano il tempo moderno e il futuro praticabile. A me lettore di queste pagine fa venire voglia urgente di andare a vederlo"
 

 

 
 
 
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TEXTO EM PORTUGĂ›ES   (Testo in italiano)

“Il presidente impossibile, Pepe Mujica: da guerrigliero a presidente” de Nadia Angelucci e Gianni Tarquini ed. Nova Delphi
por
Antonella Rita Roscilli


                                                                               

“Il presidente impossibile, Pepe Mujica: da guerrigliero a presidente” de Nadia Angelucci e Gianni Tarquini é uma obra dedicada a um dos mais extraordinários personagens da política mundial e da história atual. E' publicada na Itália, na coletânea "Viento del Sur", pela editora Nova Delphi, através de cujas publicações podemos aprofundar tematicas que, de outra forma, talvez, não chegariam de forma tão completa no nosso País. Enriquecido por um prefácio do escritor Erri De Luca, o livro foi lançado, entre outros lugares, em Roma, na Fondazione Basso e na Fiera Nazionale della Piccola e Media Editoria. E' a primeira biografia completa italiana deste homem-símbolo, que, desde as lutas pela igualdade e justiça, chegou a ocupar o cargo de Presidente da República no seu país: o Uruguai.

Nascido em 20 de maio de 1935 em um país que na época estava em pleno desenvolvimento e muito perto dos melhores valores que vieram da Europa, José Alberto Mujica Cordano, conforme Erri De Luca "é o companheiro que todos gostariam de ter perto e que muitos conheceram com nomes diferentes".
Usando nomes de batalha como Facundo, Emiliano, Ulpiano, membro do movimento guerrilheiro Tupamaros, entre 1969 e 1971, Mujica foi preso e torturado por suas ações revolucionárias, que provinham da fé nos valores como igualdade e justiça. Depois de uma fuga em 1973 foi de novo aprisonado no mesmo ano do golpe militar. Assim o Uruguay que era um país democrático e avançado se transformou em uma cruel ditadura.

Mujica saiu dà prisão somente em 1985, quando voltou a democracia. Em 1º de março de 2010, foi eleito presidente da República, como candidato do "Frente Ampla", grupo da esquerda uruguaia. Como chefe de Estado viveu estes anos, provando cada vez mais que um homem que chega ao topo de um país, pode continuar a viver na simplicidade. Pepe devolvia 90% do seu salário para atividades humanitárias; desistiu de todos os privilégios da chamada casta e continuou a morar na sua humilde "chacara", junto com sua esposa. No pouco tempo livre, se dedicava ao cultivo da terra. Conforme escrevem Nadia Angelucci e Gianni Tarquini, "a singularidade de Mujica provém dà resistência a um certo tipo de civilização ".

O livro constitui também um valioso trabalho histórico, com detalhes sobre a história do Uruguai, a partir dos anos 30 e até os dias atuais. Conclui-se com uma entrevista com Lucia Topolansky, companheira de vida  de Pepe Mujica e atual senadora da República. "É impossível que um pensamento de dimensão global seja criado a partir de uma única pessoa. "E' preciso elaborar uma reflexão coletiva e um pensamento capazes de compartilhar a experiência individual a nível mundial ".

A obra contém um dos conceitos mais explicativos do pensamento de Mujica: "A verdadeira democracia não existe, é um objetivo a ser alcançado. Eu não sei quando, não sei bem como. Mas sei que democracia é um conjunto de compromisso, trabalho, participação, gestão de economia e tudo o mais. Estamos longe de tudo isso, e são os povos indígenas quem estão mais perto de tudo isso. A democracia liberal massifica, não promove o desenvolvimento das enormes potencialidades da sociedade. Ela não dá oportunidade, é rigida. O fato de eu aceitar de navegar neste sistema não significa que eu me iluda que este seja o sistema ideal. Não! Neste ponto de vista eu me sinto e sou socialista, exatamente como 30 anos atrás"

Pepe Mujica continua a se manter firme e fiel aos seus valores. Ele encarna aquela ética que muitas vezes desaparece da vida política: por isso ler este livro é uma grande aula de vida. As lutas, a humilhação, a prisão, acontecimentos sofridos que aprendemos no livro, não tiraram de Pepe os seu ideais, muito pelo contrario pois se fortaleceram. Mujica atuou seus valore sempre, mesmo chegando a ser presidente, amado por todos, de forma transversal. Talvez seja porque estamos na frente de um homem que lutou e luta em nome de princípios que deveriam nos juntar sempre: o "fazer", para o Bem Comum, o respeito e os direitos humanos.

O mandato presidencial de Mujica expirou neste ano, em 26 de outubro de 2014, mas ele estarà com seu cargo até março de 2015, quando serà substitutido pelo novo presidente Tabaré Vázquez, jà Presidente da República de 2005 até 2010. 

Gostaria de concluir esta resenha com algumas palavras do prefácio do escritor Erri de Luca: "Este é o presidente Pape Mujica e seu novo democrático Uruguai. Juntos, eles inauguram o tempo moderno e o Futuro viável. Isso para mim, leitor destas páginas, faz com que eu queira viajar para encontrá-lo agora, com urgência". 


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Antonella Rita Roscilli, brasilianista, giornalista, scrittrice e traduttrice. Da oltre venti anni si dedica in Europa alla divulgazione della cultura latinoamericana. In particolare, cultura e attualità del Brasile e Paesi dell’Africa di lingua portoghese, attraverso programmi radiofonici, interventi in convegni, pubblicazioni in quotidiani, riviste e nel'area accademica. Ideatrice nell'area documentaristica. Laureata in Italia in Lingua e Letteratura Brasiliana con una tesi sulla memorialista Zélia Gattai, è Mestra em Cultura e Sociedade presso l'Università Federale in Brasile. In Brasile è membro corrispondente della Academia de Letras da Bahia e appartiene all'Instituto Geográfico e Histórico (IGHB). E' biografa di Zélia Gattai Amado. Tra le sue pubblicazioni, le opere Zélia de Euá Rodeada de Estrelas (ed. Casa de Palavras, 2006), Da palavra à imagem em “Anarquistas, graças a Deus” (ed. Edufba/Fapesb, 2011). Ha curato in Italia la post-fazione dell’edizione di Un cappello di viaggio (ed. Sperling &Kupfer)