Túlio Mourão in concerto a Roma-Sala Palestrina-Ambasciata del Brasile
Intervista all' eclettico musicista brasiliano di Minas Gerais
Antonella Rita Roscilli
Foto di Carol Reis
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

Una carriera segnata da colonne sonore che nel 1989 gli valsero il Trofeo APCA  per il film "Jorge, um brasileiro";  un premio per la migliore musica del 1998 al Festival di Brasilia, per il film "O Viajante"; un premio per la migliore colonna sonora di cortometraggi al Festival di Gramado del 1996, per "Estrela de Oito Pontas" . La carriera di Túlio Mourão, compositore, pianista e arrangiatore brasiliano, si estende e permea decenni segnati da successi in campo jazzistico, musica classica e musica popolare brasiliana.

In Italia il pubblico potrá applaudirlo il 31 ottobre quando, invitato dall' Ambasciata del Brasile,  si esibirà a Roma nella splendida Sala Palestrina di Palazzo Pamphili. Il suo Recital "Canções brasileiras" in formato pianistico, rivisita il ricco repertorio brasiliano omaggiando compositori consacrati come Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Pixinguinha, Heitor Villa Lobos, Caetano Veloso,Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda.

Il musicista aprirá spazio anche al suo repertorio d´autore registrato in 13 albums, tra i quali ricordiamo colonne sonore, temi registrati da Bob Berg, Pat Metheny, e altri artisti del Minas Gerais.
Mineiro, originario della cittá di Divinópolis, Túlio Mourão porta nel suo bagaglio una lunga e variegata esperienza musicale. 

Tra le opere musicali che considera significative per la sua  formazione mi cita la colonna sonora del film di Henri Cass "La montagna di cristallo", creata dell' indimenticabile compositore italiano Nino Rota. E poi ci sono la musica classica spagnola, Edith Piaf, Sara Montiel, Angela Maria, e i primi  twists e rocks.  "Ma     l'  avvio , il portale di accesso" aggiunge  " è stato lo studio della musica classica. La mia docente mi insegnava musica classica, ma devo dire che rispettava anche le mie creazioni". 

Si uní al gruppo "Os Mutantes" durante la sua fase di rock progressivo e quindi integrò gruppi che accompagnavano  in tournée  artisti come Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Fagner ecc.  Debuttó da solista nella serie antologica MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea), della Polygram. 

La sua carriera è caratterizzata dalla ricerca costante di un profilo personale all'interno della musica strumentale brasiliana, con elementi che spaziano dalla musica classica al canto religioso della tradizione sacra e popolare di Minas Gerais, passando anche er il pop e il jazz. Il suo stile è stato definito "Jazz Mineiro", sintesi  musicale di passato presente e futuro, dinamicità e classicità, con l' uso di elementi della musica mineira, con la ricchezza delle sue armonie. 

Túlio Mourão difende lo stile mineiro di comporre e suonare jazz. Afferma che "la produzione musicale contemporanea mineira si differenzia dalle altre proprio per il fatto di  avere storicamente armonie sofisticate ".  Armonie sofisticate che si potranno ascoltare nel Recital italiano: Tulio Mourão promette che i brani da lui ricreati in versione pianistica riveleranno il vero eclettismo dell' anima brasiliana. 
 

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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

Túlio Mourão na Itália- Sala Palestrina-Embaixada do Brasil-Roma 
Entrevista com o eclético artista mineiro
por
Antonella Rita Roscilli

 
                                                           
                                                            Foto Carol Reis

Uma carreira marcada por trilhas sonoras, que lhe valeram o troféu APCA de 1989 (para o filme "Jorge, um Brasileiro"); o prêmio de melhor música no Festival de Brasília de 1998 (para o filme "O Viajante"); o prêmio da melhor música de curta-metragem no Festival de Gramado de 1996 (para "Estrela de Oito Pontas"). A carreira de Túlio Mourão, compositor, pianista e arranjador ,brasileiro de Minas Gerais, se estende e permeia  décadas marcadas  por brilhantismo no jazz, música erudita e música popular brasileira.

O público italiano poderá aplaudi-lo no dia 31 de outubro quando, convidado pela Embaixada do Brasil, se apresentará em Roma na Sala Palestrina do Palazzo Pamphili, sede da Embaixada do Brasil na Itália, com o recital  " Túlio Mourão Canções Brasileiras". Durante o concerto exibirá recriações  em formato piano-solo, do rico cancioneiro brasileiro, homenageando compositores consagrados como Dorival Caymmi, Milton Nascimento, Pixinguinha, Heitor Villa Lobos, Caetano Veloso,Tom Jobim, Chico Buarque de Hollanda.

O músico também  abrirá  espaço para mostrar material autoral  registrado em 13 álbuns, com destaque para trilhas sonoras premiadas e temas gravados por artistas como Bob Berg ou Pat Metheny,  e ainda os grandes autores  de Minas  Gerais. Mineiro de Divinópolis, Túlio Mourão é protagonista de uma rica história dentro da música brasileira.

Entre alguns trabalhos musicais que considera expressivos na sua “formação de ouvinte" cita a bela trilha sonora do filme de Henri Cass "A lenda da montanha de cristal", obra do inesquecível compositor italiano Nino Rota, além de música erudita espanhola,  Edith Piaf, Sara Montiel, Ângela Maria e os primeiros twists e rocks. "A música erudita foi o portal de iniciação, foi a abertura" afirma "minha professora me ensinava música erudita, mas ela respeitava também minha criação".

Túlio integrou a banda "Mutantes" na fase do rock progressivo e em seguida esteve na banda de artistas como Milton Nascimento, Maria Bethânia, Chico Buarque, Ney Matogrosso, Fagner etc. Ele próprio se reconhece protagonista privilegiado  pela vivência compartilhada com  estes grandes nomes da música brasileira, tanto em sua vertiginosa diversidade , quanto em sua mais significativa fase de ebulição criativa.

Estreou carreira solo na antológica série MPBC (Música Popular Brasileira Contemporânea), da Polygram. Seu percurso se caracteriza por um perfil pessoal e original dentro da música instrumental brasileira, metabolizando elementos que vão da música erudita aos cânticos religiosos da tradição sacra e popular de Minas Gerais, passando por matizes de coloração musical jazzística  ou pop.  Assim adquiriu uma bagagem rara que se metaboliza em performance pianística  de grande sofisticação e originalidade.

O estilo dele foi batizado como “Jazz Mineiro” síntese resultante de uma estimulante dinâmica entre a mão esquerda e direita, que encontra passado presente e futuro, partindo da sua própria raiz, a musica mineira, com sua harmonia e riqueza. Túlio Mourão defende o estilo mineiro de compor e tocar jazz e afirma: " É a própria sofisticação musical harmônica mineira que é responsável pelo diferencial da atual produção musical mineira". 

Sofisticação musical harmônica que se poderá ouvir no seu  Recital italiano. Túlio Mourão promete recriações musicais que são antes de mais nada reveladoras  da eclética alma brasileira. 
Antonella Rita Roscilli,. Brasilianista, giornalista, scrittrice e traduttrice. Da oltre venti anni si dedica alla divulgazione in Europa della cultura latino americana, soprattutto cultura e attualità del Brasile e Paesi dell’Africa di lingua portoghese, con articoli pubblicati nella stampa e nel modo accademico internazionale, oltre a convegni e conferenze. Laureata in Italia in Lingua e Letteratura Brasiliana, è in Brasile Mestre em Cultura e Sociedade, membro corrispondente della Academia de Letras da Bahia, e dell'Istituto Storico Geografico di Bahia (GHB). Ideatrice nell'area documentaristica. E' biografa della memorialista brasiliana Zélia Gattai Amado, su cui ha pubblicato le opere Zélia de Euá Rodeada de Estrelas (ed. Casa de Palavras, 2006), Da palavra à imagem em “Anarquistas, graças a Deus” (ed. Edufba/Fapesb, 2011) e Zélia Gattai e a Imigraçao Italiana entre os séculos XIX e XX (ed Edufba) . Ha tradotto in italiano opere di vari scrittori.