Il Museo del Louvre e la secolare arte del modellato
Duda Tawil
Arnaud Briand, Meilleur Ouvrier de France nel 2015, nell´Atelier de Moulage del Louvre, mentre lavora un busto dello scienziato Louis Pasteur. Credito:Atelier de Moulage du Louvre Réunion des Musées Nationaux Grand Palais
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

                                                                                                                                       News Sarapegbe 12 giugno 2017
Il Museo del Louvre venne fondato a Parigi  nel 1792 e nel 2014 ha ricevuto 9.264 milioni di visitatori, una media di 29.800 al giorno. E´ il museo più popolare al mondo. Sono 35. 000 gli oggetti esposti, per un totale di 370.000 della sua collezione colossale. Ma pochi sanno cosa accade  dietro le quinte per  il mantenimento di questa collezione, ossia il permanente lavoro di  restauro, riproduzione, diffusione delle opere d'arte, insomma, la manutenzione della memoria del patrimonio artistico francese.

Questo grazie a laboratori, workshop, e alla Réunion des Musées Nationaux (RMN), organismo responsabile di questa gestione e al quale sono collegati i musei sparsi in tutta la Francia. L´ Atelier  de Moulage, ad esempio, é ospitato in alcuni capannoni alla periferia di Parigi ed è stato creato nel 1794. Di per sé giá costituisce un museo. Non è aperto regolarmente al pubblico, tranne il 16 e 17 settembre 2017, in cui ricorre la 34a edizione delle Giornate Europee del Patrimonio (GEP).

L´Atelier de Moulage dispone di 6.000 stampi che rappresentano un vero e proprio repertorio della storia della scultura mondiale,  dalle origini ai giorni nostri. Contribuisce alla diffusione di opere d'arte, molte delle quali sparite per vari motivi o mutilate. Oggi, chiunque può acquistare la riproduzione di un'opera, o chiedere di stamparla. É il caso di molti artisti contemporanei nel laboratorio di Calcografia (in greco significa "scrivere su rame"). Il lavoro viene ridisegnato su una lastra di rame, e in seguito vengono realizzate le stampe e le incisioni.

Vale la pena ricordare la differenza tra copia e  riproduzione. Mentre la prima é unica, la seconda é multipla. Alla fine del processo creativo, tutte le opere ricevono il sigillo "m", il che significa che sono frutto della  Réunion des Musées Nationaux di Francia (RMN), creato nel 1895. Uno degli obiettivi é quello di vendere queste opere e altri oggetti nelle boutiques dei musei, ma anche accettare richieste direttamente da artisti e clienti appassionati d´arte. Nel caso delle sculture, quelle piú ricercate sono tre: Ours Blanc di François Pompon; la Victoire de Samothrace  e Vénus de Milo.

Nel 2015 Arnaud Briand, operaio dell´Atelier  de Moulage,  ha vinto il titolo di MOF (Meilleur Ouvrier de France)  nella categoria "mouleur statuaire" o colui che modella le statue. La competizione si svolge ogni quattro anni. Anche se il gesso é ancora largamente impiegato, a partire dagli anni ´60 - ´70 sono apparsi nuovi materiali piú perfomanti, che lo hanno sostituito, come silicone e resina , per modellare meglio e piú affidabili. Le varie tecniche di modellazione o stampa utilizzano terracotta o argilla, bronzo, resina, ma il piú utilizzato, ancora oggi, rimane il gesso.
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Duda Tawil (Eduardo Antonio Jasmin Tawil). Giornalista brasiliano di Salvador, stato di Bahia. Membro della Abrajet (Associazione Brasiliana di Giornalisti e Scrittori di Turismo). Laureato in Giornalismo alla UFBA (Brasile), ha due diplomi alla Sorbonne in "Civilizzazione Francese" e "Linguistica Francese" e un Master in Turismo all'Università di Nizza. Altri studi svolti all’Università di Chicago. Collaboratore del giornale nazionale dello stato di Bahia “A Tarde” e della "Gazeta do Turismo". Vive tra il Brasile e la Francia riportando, quale giornalista corrispondente, notizie dei molti eventi culturali a cui partecipa. Membro dell’Associazione Stampa Straniera di Parigi dal 1989. Dal 2000 è, inoltre, Guida Ufficiale Turistica e fa parte della Embratur (Empresa Brasileira de Turismo – Ministério do Turismo do Brasília)
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Traduzione in italiano di Antonella Rita Roscilli
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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

Paris: Louvre tem tradição secular na arte da modelagem
por
Duda Tawil


                                                                         
Arnaud Briand, Melhor Operário da França de 2015, no ateliê de moldagem do Louvre, trabalha numa escultura do cientista Louis Pasteur.  Crédito: Atelier de Moulage du LouvreRéunion des Musées Nationaux Grand Palais

                                                                                                                                       News Sarapegbe 12 giugno 2017
O Museu do Louvre, criado em 1792, e que em 2014 recebeu 9.264.000 visitantes, numa média de 29.800 por dia, é o museu mais freqüentado do mundo. Sāo 35 mil obras expostas, de um total de 370 mil do seu colossal acervo. No entanto, pouca gente sabe sobre os bastidores desta coleçāo em permanente trabalho de restauraçāo, reproduçāo, difusāo das obras de arte, enfim, a manutençāo da memória do patrimônio artístico francês. Isso graças aos ateliês, ou oficinas, da Reuniāo dos Museus Nacionais (RMN), responsável por esta missāo, e à qual estāo ligados museus espalhados pela França.
 
O Ateliê de Modelagem, por exemplo, instalado em galpōes na periferia de Paris, foi criado em 1794, e, por si só, já é um museu. Ele nāo é aberto regularmente ao público - exceçāo nos próximos 16 e 17 de setembro, Jornadas Europeias do Património - e possui 6 mil moldes que representam um verdadeiro repertório da história da escultura mundial, das origens até os dias atuais. Ele contribui para a difusāo das obras de arte, muitas delas hoje desaparecidas por "n" motivos, ou bem mutiladas.
 
Hoje, qualquer pessoa pode adquirir a reproduçāo de uma obra, ou mesmo pedir pra moldar, como é o caso de muitos artistas contemporâneos, no Ateliê da Calcografia, que significa "escrever no cobre", em grego. A obra é redesenhada numa chapa de cobre, e em seguida sāo feitas as estampas e gravuras, as impressōes. Vale salientar aqui a diferença entre a cópia e a reproduçāo. Enquanto que na primeira ela é única, na segunda ela é múltipla.
 
Todas essas obras, no final de todo o processo criativo, receberāo o selo "m" que significa que essas obras sāo fruto da Reuniāo dos Museus Nacionais da França, criada em 1895. Uma das suas missōes, portanto, é comercializar essas obras e outros objetos nas butiques dos museus, ou mesmo receber encomendas diretamente dos artistas e dos clientes apaixonados por arte. No caso das esculturas, as peças procuradas em primeiro lugar, sempre se alternando, sāo três: o Urso Branco, de François Pompon; a Vitória de Samotrácia e a Vênus de Milo.

Em 2015, o funcionário do Ateliê de Modelagem, Arnaud Briand, ganhou o título de MOF - Melhor Operário da França - na categoria "mouleur statuaire", ou o que molda estátuas. O concurso acontece a cada quatro anos. Embora o gesso ainda seja bastante empregado, a partir dos anos 60/70 novos materiais, e mais performáticos, foram-no substituindo, como o silicone e a resina, para melhor moldar, e com mais fidelidade. As diferentes técnicas de moldagem ou modelagem sāo o barro ou argila, o bronze, a resina, e o mais empregado até hoje, que continua sendo o gesso.
Duda Tawil (Eduardo Antonio Jasmin Tawil). Jornalista brasileiro de Salvador, estado de Bahia. Membro da Abrajet (Associação Brasileira de Jornalistas e Escritores de Turismo). Formada em Jornalismo da UFBA (Brasil), possui dois diplomas na Sorbonne, em francês "Civilização Francesa" e "Linguística Francesa" e um Mestrado em Turismo na Universidade de Nice. Outros estudos realizados na Universidade de Chicago. Colaborador do jornal nacional do Estado da Bahia "A Tarde" e "Gazeta do Turismo." Vive entre Brasil e França, como jornalista correspondente, para enviar notícias sobre os muitos eventos culturais em que participa. Membro da Imprensa Estrangeira em Paris desde 1989. Desde 2000 é também Guia Oficial de Turismo e faz parte da Embratur (Empresa Brasileira de Turismo - Ministério do Turismo de Brasília).