Sprofondata, caduta Amatrice. POESIA
Carlos Nejar
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugĂ»es)

SPROFONDATA, CADUTA
AMATRICE - 
A Maria Beltrão (*)

Amatrice, il terremoto
in Italia, Amatrice:
la città non esiste, è agosto
le urla, riti, l'orologio
si fermò, morti, morti,
non c'è storia
tra le rovine, nè
è rifugio il terrore.
E il fondo si aprì
e le case tra le ossa
di corpi, ossa
di pietre e vecchie
vecchie sonanti
ombre.
 
Amatrice e tremò
la terra, tremò
irrompendo l'alba.
E cosa resta delle macerie,
cosa resta nell' inscrizione
dei sogni. Cosa resta,
con desolata polvere, nero
miele, la morte regna
e muore.
 
(*) Maria Beltrão é una archeologa, storica, docente, ricercatrice e scrittrice brasiliana. Dottore in Arqueologia e Geologia è una delle pioniere nella esplorazione dei siti archeologici di tutto il Brasile. 
Tra gli altri illustri titoli, appartiene all'Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro è Membro Correspondente della Academia de Letras da Bahia. 
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TEXTO EM PORTUGĂ›ES   (Testo in italiano)

SOTERRADA, DESVIVENTE 
AMATRICE -  À Maria Beltrão 
(*)

Carlos Nejar
 
                                                             

Amatrice, o terremoto
na Itália, Amatrice:
a cidade não existe, é agosto,
os gritos, ritos, o relógio
parou, mortos, mortos,
não há  história
nas ruínas, nem
é abrigo o  terror.
E o fundo se abriu
e as casas entre ossos
de corpos, ossos

de pedras e velhas
velhas sonantes
sombras.
 
Amatrice e tremeu
a terra, tremeu
desabando a madrugada.
E o que resta dos escombros,
o que resta na inscrição
dos sonhos. O que resta,
com desolado pó, o negro
mel, a morte reina
e morre.

(*) Maria Beltrão é uma arqueóloga, historiadora, pesquisadora, professora e escritora brasileira. E' Doutora em Arqueologia e Geologia e uma das pioneiras na exploração de sítios arqueológicos do Brasil. Entre os ilustres titulos pertence ao 'Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro  e è Membro Correspondente da Academia de Letras da Bahia. 

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Carlos Nejar. Poeta, romanzista e critico brasileiro. No Brasil è tradutor da obra de Pablo Neruda e Jorge Luis Borges. No ensaio do critico suiço Gustav Siebenmann, "Poesía Y Poéticas del Siglo XX En La América Hispana Y El Brasil "(Ed. Gredos, Biblioteca Románica Hispânica, Madri, 1997), è considerado  entre os 37 escritores chaves do século XX, entre 300 autores memoraveis, no periodo compreendido de 1890-1990.  E entre os 14 maiores da literatura brasileira, entre os outros, ao lado de Cruz e Sousa, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Haroldo de Campos. Nejar nasceu em 11 de janeiro de 1939, em Porto Alegre , estudou no Colégio do Rosário , formando em Ciências Jurídicas e Sociais na PUC , 1962, passando na primeira turma no Concurso para o Ministério Público Estadual , em 1963, sendo promotor em vários recantos do pampa: Pinheiro Machado, Bagé, Uruguaiana, Taquari, Itaqui, Erexim, Caxias , tendo sido assessor do Procurador Geral , capital do Rio Grande e Procurador de Justiça. Atualmente aposentado. Radicou-se  na “Morada do Vento” , na Urca . Pertence à  Academia Brasileira de Letras, cadeira 4, na sucessão de outro gaúcho, Vianna Moog, eleito também para a Academia Brasileira de Filosofia e Pen Clube do Brasil. Recebeu a mais alta condecoração de seu Estado natal , “A Comenda Ponche Verde” e de Minas Gerais, “A grande Medalha da Inconfidência”,em 2010.E chega ao setenta e dois anos , graças a seu espírito renascentista, com fama de poeta reconhecida, tendo construído uma  obra importante em vários gêneros – tanto no romance, quanto no teatro, no conto , na criação infanto-juvenil – publicou, agora em  2ª edição , sua  História da Literatura Brasileira , pela Ed. Leya de São Paulo,  onde assinala a  marca do ensaísta.
Publicou, em poesia: Sélesis , 1960,   Livro de Silbion (1963), O Campeador o Vento (1966), Ordenações (1971), Canga (Jesualdo Monte, 1971),     O Poço do Calabouço (1974),  Árvore do mundo (1976), O Chapéu das Estações (1977) , Os Viventes (1978), Um País, O Coração (1980), Obra Poética I (1980), Livro de Gazéis (1984), Memórias do  Porão (1985) ,  Elza dos pássaros ou a ordem dos planetas (1993),  Simón Vento Bolívar (bilíngüe,espanhol-português, trad.  Luis Oviedo, 1993), Aquém da Infância (1995), Os Dias pelos Dias (Ed. Topbooks, 1997, Rio), Sonetos do Paiol , ao Sul da Aurora (Ed. LP&M, 1997, POA),   todos  de poesia .Editou a rapsódia sobre a Fundação do Brasil, A Idade da Aurora  (1990); Os Viventes ,Editora Record,  1999;A Espuma do Fogo ( Sinfonia Pampeana em sol e dor maior), 2001; Poesia Reunida : A Idade da Noite e A Idade da Aurora, Ateliê editorial de S. Paulo e Fundação da Biblioteca Nacional, 2002.Ao completar setenta anos , publicou a reunião da maior parte de sua poética , com .Amizade do mundo; II. A Idade da Eternidade, editora Novo Século, São Paulo, 2009. E  Odysseus, o velho, 2010. “A Vida de um Rio Morto – Monumento ao Rio Doce”
(ed. Ibis Libris, 2016)
Suas Antologias:  De  Sélesis a Danações (Ed.Quíron,SP, 1975 ), A Genealogia da Palavra (Ed. Iluminuras, SP, 1989),  Minha Voz se chamava Carlos (Unidade Editorial-Prefeitura de PA, RS, 1994), Os Melhores Poemas de Carlos Nejar, com prefácio e seleção de Léo Gilson Ribeiro (Ed. Global, S.Paulo, 1998); Breve História do Mundo ( Antologia), Ediouro, prefácio e seleção de Fabrício Carpinejar, 2003, já esgotado.
Romancista de talento reconhecido pela ousada inventividade, publicou O Túnel Perfeito, O Selo da Agonia (ou Livro dos cavalos),  Carta aos loucos, Riopampa, ou o Moinho das Tribulações ( Prêmio “Machado de Assis”, da Fundação da Biblioteca Nacional, em 2000), O Livro do Peregrino ,  A Engenhosa Letícia do Pontal,O Poço dos Milagres  (Prêmio para a melhor prosa poética da Associação Paulista de Artes, de São Paulo,2005), Jonas Assombro. A vida secreta dos gabirus (ed. Record, 2014),
É autor de Teatro em versos : Miguel Pampa, Fausto, Joana das Vozes, As Parcas , Favo branco (Vozes do Brasil), Pai das Coisas, Auto  do  Juízo Final –(Deus não é uma andorinha),  Funarte, Rio, 1998. Ainda conta com reflexões sobre a criação contemporânea,  A chama é um fogo úmido, ( 1994), e editado pela Ed. Escrituras, 2ª edição , Caderno de Fogo, 2000.
Carlos Nejar aposentou-se como procurador de justiça do Rio Grande e se considera “procurador de almas e poemas”. Saiu também em 2011, pela editora Leya, a 3ª edição de seus Viventes( trabalho de mais de trinta anos, espécie de “Comédia humana em miniatura”).O escritor gaúcho, traduzido em várias línguas, tem sido estudado nas universidades do Brasil e do Exterior.


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Traduzione dal portoghese di A.R.R.
Carlos Nejar. Poeta, romanziere e critico brasiliano. In Brasile è il traduttore delle opere di Pablo Neruda e Jorge Luis Borges. Nel saggio del critico svizzero Gustav Siebenmann, Poesía Y Poéticas del Siglo XX En La América Hispana Y El Brasil (Ed. Gredos, Biblioteca Románica Hispânica, Madri, 1997), è menzionato tra i 14 maggiori della letteratura brasiliana, tra gli altri, al lato di Cruz e Sousa, Carlos Drummond de Andrade, João Cabral de Melo Neto e Haroldo de Campos.Nato a Porto Alegre (Rio Grande do Sul-Brasile), abita nella “Casa del Vento” nel quartiere Urca, a Rio de Janeiro. E’ membro dell’Academia Brasileira de Letras e dell’Academia Brasileira de Filosofia. La sua opera letteraria è vasta: è autore di innumerevoli romanzi, saggi, antologie di poesie. Ricordiamo il saggio Storia della letteratura brasiliana, ed. Leya, São Paulo, giunto alla seconda edizione. E ' inscritto tra i 37 scrittori-chiave mondiali del secolo, tra i 300 autori memorabili nel periodo 1890-1990, secondo il critico svizzero Gustav Siebenmann (Poesia y la poetica del siglo XX in America Hispana y El Brazil, Gredos, Biblioteca Romance ispanica, Madrid, 1997). Ha ricevuto la più alta onorificenza dal suo stato di origine “A Comenda Ponche Verde” e nel 2010 ha ricevuto in Minas Gerais “A grande Medalha da Inconfidência”. Nel 2011 è uscita la terza edizione di “Viventes” ed è stato indicato per il Nobel della Letteratura dall’Academia brasileira de Filosofia. Lo scrittore gaucho, tradotto in varie lingue, viene studiato in università in Brasile e all’estero. Tra le sue pubblicazioni ricordiamo:
Poesia: Sélesis , 1960, Livro de Silbion (1963), O Campeador o Vento (1966), Ordenações (1971), Canga (Jesualdo Monte, 1971), O Poço do Calabouço (1974), Árvore do mundo (1976), O Chapéu das Estações (1977) , Os Viventes (1978), Um País, O Coração (1980), Livro de Gazéis (1984), Memórias do Porão (1985), Elza dos pássaros ou a ordem dos planetas (1993), A Idade da Aurora (1990); Os Viventes ,Editora Record, 1999. Al compimento dei settantanni ha pubblicato la maggior parte delle sue poesie in I.Amizade do mundo; II. A Idade da Eternidade, editora Novo Século, São Paulo, 2009. E Odysseus, o velho, 2010, “A Vida de um Rio Morto – Monumento ao Rio Doce” (ed. Ibis Libris, 2016)
Antologie: De Sélesis a Danações (Ed.Quíron,SP, 1975 ), A Genealogia da Palavra (Ed. Iluminuras, SP, 1989), Minha Voz se chamava Carlos (Unidade Editorial-Prefeitura de PA, RS, 1994), Os Melhores Poemas de Carlos Nejar, con prefazione e selezione di Léo Gilson Ribeiro (Ed. Global, S.Paulo, 1998); Breve História do Mundo , Ediouro, prefazione e selezione di Fabrício Carpinejar, 2003, già esaurito.
Romanzi: O Túnel Perfeito, O Selo da Agonia ( ou livro dos cavalos), Carta aos loucos, Riopampa, ou o Moinho das Tribulações ( Prêmio “Machado de Assis”, da Fundação da Biblioteca Nacional, em 2000), O Livro do Peregrino , A Engenhosa Letícia do Pontal, O Poço dos Milagres (Prêmio per la migliore prosa poetica assegnato da Associação Paulista de Artes di São Paulo nel 2005), Jonas Assombro. A vida secreta dos gabirus (ed. Record, 2014), Teatro in Versi: Miguel Pampa, Fausto, Joana das Vozes, As Parcas , Favo branco (Vozes do Brasil), Pai das Coisas, Auto do Juízo Final – (Deus não é uma andorinha), Funarte, Rio, 1998. A chama é um fogo úmido, ( 1994), Ed. Escrituras, 2ª edição , Caderno de Fogo, 2000.