Ildásio Tavares
un inedito
Sante Scaldaferri
Ildásio Tavares
TESTO IN ITALIANO (Texto em português)
La nostra amicizia durava da molto tempo. Quasi sessant'anni, dagli anni '50, quando lui frequentava la Facoltà di Giurisprudenza e io la Facoltà di Belle Arti. Avrebbe potuto unirsi ai giovani che oggi appartengono alla cosiddetta "Generazione MAPA". Non so perché non lo fece. Aveva sicuramente talento.
Era una delle menti più lucide e brillanti che abbia mai conosciuto. Un uomo colto, professore di letteratura portoghese presso la nostra Università Federale di Bahia. Parlava diverse lingue, soprattutto l'inglese, e vi fu un tempo in cui possedette la migliore scuola di questa lingua.
Aveva una memoria straordinaria. Gli bastava leggere qualcosa una volta sola. Aveva una profonda conoscenza delle religioni africane e cristiane. Una volta mi disse che stava leggendo la Bibbia per la diciassettesima volta, in inglese. Conosceva anche molto bene l'occultismo.
Scrisse diversi libri. Nel corso degli anni, scrisse anche testi critici sulla mia opera. Ma, soprattutto, era un grande poeta.
Qualche mese prima di morire, mi chiamò dicendomi che era un po' depresso e che aveva scritto una poesia. Poco dopo me la spedì e io la illustrai.
Vivendo nello stesso quartiere di Itapuã, veniva a trovarmi diverse volte a settimana. La conversazione era lunga e piacevole. Ridevamo molto quando recitava le sue quartine ironiche e velenose. Tra cui diverse con il mio nome.
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Foto di Dadá Jaques 2012
Sante Scaldaferri. (Salvador, 1928 - 15 maggio 2016). E' stato uno dei più grandi pittori brasiliani contemporanei. Artista plastico, attore e scenografo italo-brasiliano, era figlio di due italiani che si spostarono in Brasile. Negli anni '40 partecipò a movimenti culturali, come la redazione della famosa Rivista "MAPA". Si laureò alla Scuola di Belle Arti dell'Università Federale di Bahia nel 1957. Fu apprendista di Mário Cravo Júnior. Nello stesso anno, entrò alla Scuola di Teatro dell'UFBA, studiando Scenografia con Gianni Ratto. Sempre negli anni '50, partecipò alle iniziative pionieristiche di Glauber Rocha, collaborando con il Cinema Novo come scenografo e attore. Durante la fondazione del Museo d'Arte Moderna di Bahia, a Solar do Unhão, fu assistente dell'architetta Lina Bo Bardi (dal 1958 al 1964), insegnando anche educazione artistica ai bambini presso la stessa istituzione. Nel corso della sua vita ha partecipato a diverse Biennali molto importanti. Le sue opere si trovano in Brasile e all'estero.
Traduzione dal portoghese di A.R.R.
© SARAPEGBE
E’ vietata la riproduzione, anche parziale, dei testi pubblicati nella rivista senza l’esplicita autorizzazione della Direzione -------------------------------------------------------------------------------
TEXTO EM PORTUGUÊS (Testo in italiano)Ildásio Tavares: um inédito
por
Sante Scaldaferri
Ildásio Tavares
Nossa amizade foi longínqua. Quase sessenta anos, desde a década de cinqüenta, quando ele freqüentava Faculdade de Direito e eu a Escola de Belas Artes. Podia ter se juntado aos jovens que hoje pertencem à chamada “Geração MAPA”. Não sei por que não. Talento não lhe faltava.
Foi uma das mais lúcidas e brilhantes inteligências que conheci. Homem culto, professor de literatura portuguesa da nossa Universidade Federal da Bahia. Falava várias línguas, sobretudo Inglês, onde, em certa época, foi proprietário do melhor estabelecimento de ensino desta língua.
Tinha uma memória privilegiada. Bastava ler somente uma vez. Conhecia a fundo as religiões de cunho africano e as cristãs. Certa vez me falou que estava lendo a Bíblia pela décima sete vez, em inglês. Também conhecia muito de ocultismo.
Escreveu vários livros. No decorrer dos anos, escreveu também textos críticos sobre o meu trabalho. Mas, sobre tudo, foi um grande poeta.
Poucos meses antes de falecer me telefonou dizendo que estava um pouco deprimido e tinha elaborado um poema. Logo em seguida o mandou e eu o ilustrei.
Morando no mesmo bairro de Itapuã, vinha várias vezes por semana me visitar. Ai a conversa era longa e agradável. Dávamos muitas risadas, quando ele recitava as quadrinhas irônicas e venenosas. Inclusive várias com o meu nome.
© SARAPEGBE
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Foto di Dadá Jaques 2012
Sante Scaldaferri (Salvador, 1928 - 15 de maio de 2016) foi um dos maiores pintores brasileiros contemporâneos. Artista plástico, ator e cenógrafo, era filho de um casal de italianos que se mudaram para o Brasil. Na década de 1940 participou de movimentos culturais, como a editoração da famosa Revista intitulada "MAPA". Formou-se na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia, em 1957. Foi aprendiz de Mário Cravo Júnior. Neste mesmo ano ingressou na Escola de Teatro da UFBA, estudando Cenografia com Gianni Ratto. Ainda nos anos 1950 participou das iniciativas pioneiras de Gláuber Rocha, colaborando com o Cinema Novo como cenógrafo e ator. Quando a implantação do Museu de Arte Moderna da Bahia, no Solar do Unhão, foi assistente da arquiteta Lina Bo Bardi (de 1958 a 64), lecionando ainda nesta mesma instituição educação artística para crianças. Durante sua vida participou de varias importantíssimas Bienais. Suas obras se encontram no Brasil e no exterior.