Bicentenario S. Sede-Brasile: “Il mio Brasile brasiliano” al Cinema Troisi di Roma
Antonella Rita Roscilli
TESTO IN ITALIANO (Texto em português) Novità Sarapegbe, 23 aprile 2026
Nell’ambito del Bicentenario delle Relazioni diplomatiche tra il Brasile e la Santa Sede (1826–2026), nella serata del 22 aprile 2026 è stato inaugurata a Roma la rassegna cinematografica “Il mio Brasile brasiliano”, a cura del Cardinale José Tolentino de Mendonça. Andrà avanti fino al 25 aprile presso il cinema Troisi, in forma gratuita ed è stata organizzata dall’Ambasciata del Brasile presso la Santa Sede, in collaborazione con il Dicastero per la Cultura e l’Educazione, la Fondazione Piccolo America e il Cinema Troisi, con il sostegno dell’Instituto Guimarães Rosa-IGR.
Nel corso della prima serata hanno partecipato il Card. Tolentino, Prefetto del Dicastero per la cultura e l’educazione; S.E. Everton Vieira Vargas, Ambasciatore del Brasile presso la S. Sede; il regista brasiliano César Meneghetti e Valerio Carocci, presidente della Fondazione Piccolo America.

Foto: A.R.R.
Dopo l’ introduzione dell’Ambasciatore Everton Vieira Vargas che ha ricordato l’importanza del bicentenario per i rapporti tra S. Sede e Brasile, ha preso la parola il Card. Tolentino il quale ha precisato l’origine del nome dato a questa rassegna: “Come dice la celebre canzone di Ary Barroso Aquarela do Brasil del 1939, questo territorio immenso possiede una identità intima ben definita e continua ad essere il mio Brasile brasiliano. Un Brasile che il cinema documenta, interroga e rivisita nella sua densa realtà, tracciandone le vene, ampliandone le vite, dando voce alle sue molteplici espressioni. Il cineasta Glauber Rocha scrisse che “un alto livello di impegno verso la verità” è ciò che meglio definisce il cinema brasiliano”.

Foto: A.R.R.
Il Card. Tolentino ha poi ricordato come in Brasile la Chiesa cattolica segua il cinema tanto che dagli anni ‘60 esiste il “Premio Margarida de prata” istituito dalla Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) per film brasiliani che risaltino valori umani. Nel corso degli anni molti registi brasiliani sono stati premiati dalla Chiesa cattolica per il contributo dato e per la potenza della visione. Il legame tra Roma e il Brasile si manifesta anche attraverso grandi personaggi come Chico Buarque de Hollanda o Glauber Rocha che hanno creato legami importanti qui in ambito culturale. Ma anche dal punto di vista ecclesiale ci sono personaggi come Dom Helder Câmara o dom Evaristo Arns che hanno fatto da ponte tra Brasile e S.Sede.
Prima di assistere a Glauber, Claro di César Meneghetti, è intervenuto lo stesso regista ricordando che questo documentario è anche simbolo dell’ amicizia fra popoli. “Ho fatto qui a Roma il Centro sperimentale di cinematografia e ho svolto in Brasile un mestrado su Glauber Rocha. Mi colpiva il fatto che era un brasiliano con uno sguardo diverso che riusciva a fare cinema anche fuori del suo paese. Nel documentario viene presentato dai suoi amici con affetto”.
E poi Meneghetti ricorda la Roma degli anni '70, una Roma molto creativa con Giulio Carlo Argan sindaco della città eterna, oltre alla serie di incredibili coincidenze che lo hanno aiutato ad andare avanti nella realizzazione del documentario, realizzato nel 2019.
Giovedì 23 tocca a O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), il film che vinse il premio per la regia a Cannes e che portò il Cinema Novo all’attenzione mondiale. Venerdì 24 è dedicato a Morte e Vida Severina di Zelito Viana (1977), tratto dall’omonimo poema di João Cabral de Melo Neto, uno dei testi importanti della letteratura brasiliana, che racconta il duro viaggio di un contadino del Pernambuco verso il mare, e la fatica della siccità e della morte. Nel pomeriggio, Santo Forte di Eduardo Coutinho (1999), documentario brasiliano diretto da Eduardo Coutinho, che indaga la religiosità degli abitanti di una favela di Rio de Janeiro (Vila Parque da Cidade).Girato tra la visita del Papa nel 1997 e il Natale dello stesso anno, il film raccoglie testimonianze di cattolici, umbandisti ed evangelici.
Sabato 25 aprile un film del 1931: Limite di Mário Peixoto, considerato un capolavoro dell’avanguardia mondiale, con sottotitoli in inglese. Nel pomeriggio, la rasssegna si conclude con il film Central do Brasil di Walter Salles (1998), Orso d’Oro a Berlino, con l' interpretazione memorabile di Fernanda Montenegro, e sottotitoli in inglese.
L’importanza del cinema a livello sociale e come ponte fra i popoli è indiscutibile: “un alto livello di impegno verso la verità”, così Glauber Rocha considerava il cinema brasiliano. Il card. Tolentino ha voluto ricordare la sua importanza con queste parole: “Il cinema diventa un’antenna e una bussola a favore di un mondo più umano”.
Per ulteriori dettagli: https://cinematroisi.it/news/2026/ilmiobrasilebrasiliano/
© SARAPEGBE
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TEXTO EM PORTUGUÊS (Testo in italiano)Bicentenário S. Sé-Brasil: o ciclo “Il mio Brasile brasiliano” no Cinema Troisi de Roma
por
Antonella Rita Roscilli
Novità Sarapegbe, 23 aprile 2026
Como parte das comemorações do Bicentenário das relações diplomáticas entre o Brasil e a Santa Sé (1826-2026), na noite de 22 de abril foi inaugurado no cinema Troisi em Roma o festival "Il mio Brasile Brasiliano", com curadoria do Cardeal José Tolentino de Mendonça. A exibição gratuita acontecerá até 25 de abril.
O festival foi organizado pela Embaixada do Brasil junto à Santa Sé, em colaboração com o Dicastério para a Cultura e a Educação, a Fundação Piccolo America e o Cinema Troisi, com o apoio do Instituto Guimarães Rosa.
A noite de abertura contou com a presença do curador Cardeal Tolentino, de S.E. Everton Vieira Vargas, Embaixador do Brasil junto à Santa Sé, do diretor César Meneghetti e de Valerio Carocci, presidente da Fundação Piccolo America.

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Após a introdução do Embaixador Everton Vieira Vargas, que lembrou da importância do bicentenário para as relações entre a Santa Sé e o Brasil, foi a vez do Cardeal Tolentino, Prefeito do Dicastério para a Cultura e a Educação. Ele explicou a origem do nome do festival: "Como diz a famosa canção de Ary Barroso de 1939, 'Aquarela do Brasil', este imenso território possui uma identidade bem definida e íntima e continua sendo o meu Brasil brasileiro. Um Brasil que o cinema documenta, questiona e revisita em sua densa realidade, traçando suas veias, expandindo suas vidas, dando voz às suas múltiplas expressões. O cineasta Glauber Rocha escreveu que 'um alto nível de compromisso com a verdade' é o que melhor define o cinema brasileiro."
Ele então lembrou como a Igreja Católica no Brasil apoia o cinema, tanto que, desde a década de 1960, o Prêmio Margarida de Prata foi instituído pela Conferência Nacional dos Bispos Católicos do Brasil (CNBB) para premiar os filmes brasileiros que destacam valores humanos. Ao longo dos anos, muitos diretores brasileiros foram reconhecidos pela Igreja Católica por suas contribuições e pela força de sua visão.
O vínculo entre Roma e o Brasil também se evidencia por meio de grandes figuras como Chico Buarque e Glauber Rocha, que criaram importantes laços culturais aqui. Mas também de uma perspectiva eclesial, destacou figuras como Dom Helder Câmara e Dom Evaristo Arns, os quais serviram de ponte entre o Brasil e a Santa Sé.

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Antes da exibição do documentário Glauber, Claro de César Meneghetti, o próprio diretor Meneghetti flembrou que o documentário também é um símbolo de amizade entre os povos: "Estudei no Centro Sperimentale di Cinematografia aquì em Roma e fiz um mestrado no Brasil sobre Glauber Rocha. Fiquei impressionado com o fato de ele ser um brasileiro com uma perspectiva diferente, capaz de fazer filmes mesmo fora do seu país. No documentário, ele é apresentado por seus amigos com carinho."
E depois ele relembrou a Roma dos anos 1970, uma Roma muito criativa que tinha como prefeito Giulio Carlo Argan, bem como foi por ele relembrada a série de coincidências incríveis que o ajudaram a avançar com a realização do documentário, filmado em 2019.
Glauber Rocha é uma constante ao longo deste ciclo no cinema Troisi: na quinta-feira, dia 23, é a vez de O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro (1969), o filme que ganhou o prêmio de Melhor Diretor em Cannes e trouxe o Cinema Novo à atenção mundial.
Sexta feira, dia 24, é dedicada a Morte e Vida Severina, de Zelito Viana (1977), baseado no poema homônimo de João Cabral de Melo Neto, uma das obras mais importantes da literatura brasileira, que narra a árdua jornada de um camponês pernambucano até o mar e o sofrimento da seca e da morte. À tarde, Santo Forte, de Eduardo Coutinho (1999), documentário brasileiro dirigido por Eduardo Coutinho, que explora a religiosidade dos habitantes de uma favela no Rio de Janeiro (Vila Parque da Cidade). Filmado entre a visita do Papa em 1997 e o Natal do mesmo ano, o filme reúne depoimentos de católicos, umbandistas e evangélicos.
Sábado, 25 de abril, um filme de 1931: Limite, de Mário Peixoto, considerado uma obra-prima absoluta da vanguarda mundial, com legendas em inglês. À tarde, o filme de encerramento è Central do Brasil, de Walter Salles (1998), vencedor do Urso de Ouro no Festival de Berlim, com Fernanda Montenegro em uma atuação memorável, com legendas em inglês.
A importância do cinema em nível social e como ponte entre os povos é indiscutível: "um alto nível de compromisso com a verdade", era assim que Glauber Rocha descrevia o cinema brasileiro, e o curador do Festival lembrou da sua iimportância com essas palavras: "O cinema torna-se uma antena e uma bússola para um mundo mais humano."
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