“Brasile e Santa Sede: 200 anni di relazioni diplomatiche”. Il convegno alla Pontificia Università Gregoriana
Antonella Rita Roscilli
TESTO IN ITALIANO   (Texto em português)

                                                                                                                                       NuoviPercorsi/Sarapegbe, 21 gennaio 2026
Nel 2026 si celebra il bicentenario dell’instaurazione delle relazioni diplomatiche tra Brasile e la Santa Sede. Esse ebbero inizio nel 1826, quando Papa Leone XII ricevette le credenziali di Monsignor Francisco Corrêa Vidigal, inviato a Roma dall'imperatore Pietro I. L' Ambasciata brasiliana presso la Santa Sede promuoverà diversi eventi culturali e accademici nel corso dell'anno per celebrare questa ricorrenza storica, importante nelle relazioni internazionali del Brasile.
                                               
                                                  Foto: A.R.R.
Il primo degli eventi si è svolto il 20 gennaio presso l’ Aula Magna dell’ Università Pontificia Gregoriana, con il convegno “Brasile e Santa Sede: 200 anni di relazioni diplomatiche”, durante il quale è stato ricordato che il Brasile è il quarto paese con le più antiche relazioni diplomatiche con la Santa Sede, dopo Francia, Spagna e Portogallo.
 
A seguito della dichiarazione di indipendenza del Brasile nel 1822, furono inviate numerose missioni diplomatiche per stabilire relazioni con la Santa Sede, ma i vertici del Vaticano esitarono a riconoscere immediatamente il Brasile, a causa della loro politica di neutralità. L'inviato Monsignor Francisco Corrêa Vidigal rimase per un anno a Roma. La svolta si ebbe nell’agosto 1825 quando il Portogallo riconobbe l’indipendenza del Brasile. Così, il 23 gennaio 1826 Papa Leone XII ricevette le credenziali del primo rappresentante brasiliano. La prima sede dell’Ambasciata del Brasile a Roma fu Palazzo Verospi Vitelleschi in Via del Corso.
                                       
                                         Foto: A.R.R.
Come ha ricordato l'Ambasciatore brasiliano presso la Santa Sede, S. E. Everton Vieira Vargas “questa importante data costituisce una pietra miliare nelle nostre relazioni bilaterali e possiede una dimensione religiosa, politica, sociale e identitaria perché credo che in questi ambiti la Chiesa ha avuto una presenza decisiva nella formazione del Brasile”.

Il convegno ha visto come moderatore padre Jefferson Merighetti (Arcidiocesi di Rio de Janeiro) ed è stato aperto dal Cardinale Jaime Spengler (Presidente della Conferenza Episcopale del Brasile), da Padre Mark A. Lewis, SJ (Rettore della Pontificia Università Gregoriana). Padre Anderson Antônio Pedroso (Rettore della Pontificia Università Cattolica di Rio de Janeiro/PUC-Rio) ha illustrato il design del Sigillo del Bicentenario che “vuole riaffermare l’impegno per il dialogo tra culture e stati”e che è stato realizzato proprio alla PUC di Rio.
                                           
                                             Foto: A.R.R.
Oltre all’Ambasciatore Vieira Vargas, sono intervenuti il Prof. Roberto Regoli (Pontificia Università Gregoriana) che ha fatto un quadro storico completo degli anni 20 dell’Ottocento illustrando com’era all’epoca la diplomazia dello Stato Pontificio, tra intransigenza e moderazione. Jair Santos (Ricercatore Post-Dottorato – École française de Rome) ha approfondito il contesto storico europeo e latinoamericano in cui sono avvenute le varie fasi di avvicinamento tra Brasile e Stato Pontificio. Luca Carboni (Archivio Apostolico Vaticano) ha illustrato la ricchezza di documentazione che, a riguardo, possiedono gli Archivi Vaticani affermando che da quest’anno, tra gli altri, sarà reso disponibile la consultazione dell’Archivio Aggregato – Fondo Portoghese.
                                           
                                              Foto: A.R.R.
Marco Américo Lucchesi (Presidente della Fondazione Biblioteca Nazionale del Brasile) ha voluto dedicare il suo intervento a Padre Paolo Dall’Oglio, “vero sparticque tra i rapporti Oriente-Occidente”. Ha presentato il ricco patrimonio della Biblioteca Nazionale di Rio de Janeiro, e ha proseguito facendo un excursus partendo dai gesuiti che “hanno lasciato una poetica del futuro”, fino a padre Antonio Vieira, alla CNBB e Dom Helder Câmara, alla Chiesa cattolica che ha resistito durante la dittatura brasiliana, a Papa Francesco e alla sua meravigliosa Enciclica “Laudato si’”. Subito dopo il prof. Lucchesi ha inaugurato ufficialmente la mostra virtuale “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, curata da lui e dalla coordinatrice degli Acervos Especiais da FBN, Mônica Carneiro. La mostra contiene 115 pezzi provenienti dalla collezione dell'istituzione, relativi alla tematica, ed è consultabile gratuitamente all’indirizzo della Biblioteca Nacional Digital, nel sito https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/brasil-e-santa-se-200-anos/ .
 
 

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TEXTO EM PORTUGUÊS   (Testo in italiano)

"Brasil e a Santa Sé: 200 Anos de Relações Diplomáticas". O Seminário na Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma
por
Antonella Rita Roscilli


                                                       

                                                                                                                       
                                                                                                                                   NuoviPercorsi/Sarapegbe, 21 gennaio 2026

Em 2026, celebra-se o bicentenário das relações diplomáticas entre Brasil e a Santa Sé. As relações começaram em 1826, quando o Papa Leão XII recebeu as credenciais de Monsenhor Francisco Corrêa Vidigal, enviado em Roma pelo Imperador Pedro I.

A Embaixada do Brasil junto à Santa Sé promoverá muitos eventos culturais e acadêmicos ao longo desse 2026 para celebrar este importante marco nas relações internacionais do Brasil. O primeiro evento ocorreu no Auditório Magno da Pontifícia Universidade Gregoriana, com o Seminário "Brasil e Santa Sé: 200 Anos de Relações Diplomáticas" no dia 20 de janeiro. Durante a conferência, foi destacado que o Brasil é o quarto país com o mais longo período de relações diplomáticas com a Santa Sé, depois da França, Espanha e Portugal.
                                                  

                                                  Foto: A.R.R.
Após a declaração de independência do Brasil em 1822, inúmeras missões diplomáticas foram enviadas para estabelecer relações com a Santa Sé, mas o Vaticano hesitou em reconhecer imediatamente o Brasil, devido à sua política de neutralidade. Monsenhor Francisco Corrêa Vidigal permaneceu em Roma por um ano. O ponto de virada ocorreu em agosto de 1825, quando o Portugal reconheceu a independência do Brasil. Foi assim que, em 23 de janeiro de 1826, o Papa Leão XII recebeu as credenciais do primeiro representante brasileiro no Vaticano, e a primeira Embaixada brasileira em Roma foi instalada no Palazzo Verospi Vitelleschi, na Via del Corso.
                                            

                                                  Foto: A.R.R.
Conforme lembrou o Embaixador do Brasil junto à Santa Sé, Sua Excelência Everton Vieira Vargas, "esta importante data constitui um marco em nossas relações bilaterais e possui dimensões religiosas, políticas, sociais e de construção de identidade, pois acredito que, nessas áreas, a Igreja desempenhou um papel decisivo na formação do Brasil".

A conferência foi moderada pelo Padre Jefferson Merighetti (Arquidiocese do Rio de Janeiro) e aberta pelo Cardeal Jaime Spengler (Presidente da Conferência Episcopal do Brasil) e pelo Padre Mark A. Lewis, SJ (Reitor da Pontifícia Universidade Gregoriana). O Padre Anderson Antônio Pedroso (Reitor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro/PUC-Rio) apresentou o design do Selo do Bicentenário, que "visa reafirmar o compromisso com o diálogo entre culturas e Estados" e que foi criado na PUC do Rio.
                                                 

                                                  Foto: A.R.R.
Além do Embaixador Vieira Vargas, participaram como palestrantes o Professor Roberto Regoli (Pontifícia Universidade Gregoriana), que ofereceu um panorama histórico abrangente das duas décadas iniciais de 1800, ilustrando a diplomacia dos Estados Pontifícios na época, que variou da intransigência à moderação. Jair Santos (Pesquisador Pós-Doutoral – École française de Rome) explorou o contexto histórico europeu e latino-americano em que ocorreram as diversas fases de aproximação entre o Brasil e os Estado Pontifício. Luca Carboni (Arquivos Apostólicos Vaticanos) apresentou a riqueza da documentação relevante mantida pelos Arquivos Vaticanos, informando, entre outras, que o Acervo Conjunto – Fundo Português estará disponível para consulta a partir deste ano.
                                                

                                                  Foto: A.R.R.
Marco Américo Lucchesi (Presidente da Fundação Biblioteca Nacional do Brasil-FBN) quis dedicar sua fala ao Padre Paolo Dall'Oglio, "uma verdadeira linha divisória entre as relações Oriente e Ocidente". Apresentou o acervo da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, e continuou falando dos jesuítas, que "deixaram uma poética do futuro", do Padre Antonio Vieira, a CNBB e Dom Helder Câmara, a Igreja Católica que resistiu à ditadura brasileira e Papa Francisco com a Enciclica “Laudato si’”. Depois o prof. Lucchesi inaugurou oficialmente a exposição virtual “Brasil e Santa Sé: 200 anos de relações diplomáticas”, com curadoria dele e da coordenadora dos Acervos Especiais da FBN, Mônica Carneiro. A expo traz 115 itens do acervo da instituição relacionados ao tema e  pode ser consultada gratuitamente no site da Biblioteca Nacional Digital em https://bndigital.bn.gov.br/exposicoes/brasil-e-santa-se-200-anos/.
 


Traduzione in portoghese: A.R.R.


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