L'AVVENTURA NAPOLETANA DEL BAIANO ILDÁSIO TAVARES, APRILE 2008: APPUNTI- I Parte
Giovanni Ricciardi
TESTO IN ITALIANO   (Texto em portugûes)

Madrigale Napoletano
Negli occhi permane annullando la distanza
e nel tatto il ricordo fugace del contatto:

un profumo che passa; una canzone che vola:
un retrogusto all’angolo della bocca --
meglio non fossi rimasto,
con la tua crudeltà nuda:    
ecco che vinci il tempo --  
il corpo, certamente, il desiderio no, non invecchia.
                                                                 Ildásio Tavares
         Durante  la conferenza sugli orixás dell’olimpo africano, che Ildásio, il professor Ildásio Tavares teneva agli studenti di Napoli, il suo sguardo e la sua attenzione erano prepotentemente attratti da una solare ragazza napoletana, seduta in prima fila, che alla fine, con evidente, grande piacere dell’oratore, si ferma a parlare con lui, lo accompagna sino al bar più vicino per il canonico caffè napoletano.Sorrisi,  lieta simpatia, bejinho de despedida e poi, più tardi, quel melanconico testo da lui intitolato Madrigale napoletano.
 
         Ogan Omi L’Arêde Oxum, e Obá Arê de Xangô do Ilê Axé Opô Afonjá Ildásio Tavares, poeta, compositore, animatore culturale della città di Salvador di Bahia si trova a Napoli.
         Miracolo di Iemanjá o di san Gennaro?
         L’avevamo incontrato a Salvador, giugno 2007,quando eravamo andati in missione ufficiale  per firmare una convenzione anche con la UFBA (Universidade Federal de Bahia) oltre che con la UFF (Universidade  Federal Fluminense) di Niterói e la UFOP (Universidade Federal Ouro Preto)  il Rettore Pasquale Ciriello,  il preside della Facoltà di Scienze Politiche e chi scrive.
Ancora in Italia, il rettore aveva espresso il desiderio di assistere a Salvador ad un candomblé, ma che fosse autentico e non per turisti.

Chi meglio di Ildásio per indicarcene uno? Chi meglio di Ildásio per accompagnarci? E così è stato. Dopo una mia conferenza in quella Università, Ildásio accompagnato dalla più giovane dei figli –ma perché se la porta appresso, ho pensato?- si  offre per accompagnarci con la sua macchina. Ci avviamo verso il parcheggio e vediamo un fusquinha, un maggiolino, abbastastanza vissuto, nel quale ci infiliamo: noi tre dietro, sul sedile posteriore, Ildásio alla guida e la figlia accanto
- Pai, si raccomanda la figlia, non correre e stai attento ai marciapiedi!
- Non cominciare a fare la paranoica..

         Ci mettiamo in marcia. Qualche parola in portoghese, qualcun’altra in portoghese…
-Attento, pai, attento, il marciapiedi, il marciapiediiii….patapum! Toccato!
- Calma, filhinha, non fare la paranoica, non è successo niente!
         Continuiamo ad andare. Ci scambiamo ancora qualche parola sul Brasile, su Napoli, sul mondo…
- Cuidado, pai, cuidado, o quebramole, il dosso, il dosso! Tum, tum tum!  Toccato, pure questo.
- Calma, filhinha, stai calma, non andare in paranoia, non è stato niente…
        
Finalmente arriviamo al terreiro Ilê Axê Opó Afonjá. E qui l’autista incerto riprende la sua postura di maestro, di profondo conoscitore dei riti e della lingua nagó. Ci introduce, ci spiega, ci fa accomodare e poi va a sedersi accanto al pai de santo per partecipare attivamente  e da quasi protagonista alla cerimonia.
        
Per il ritorno, prudentemente preferiamo chiamare un taxi.
Fuori del maggiolino e senza la responsabilità della guida, Ildásio è un conversatore intelligente, amabile, spiritoso, enciclopedico; sa cantare Sul mare luccica e O sole mio e  conosce le imprese  brasiliane del napoletano ammiraglio Caracciolo;  sa un poco di italiano, ha letto Dante e Petrarca…È di una grande ed umana simpatia. Il nostro Rettore ne è affascinato e lo invita per una settimana a Napoli, il che avviene nell’aprile dell’anno seguente, 2008. (...continua nel prossimo numero di Sarapegbe)

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Giovanni Ricciardi. Prof. di Letteratura portoghese e brasiliana all’Università di Napoli – L’Orientale. Studioso di Sociologia della Letteratura e dei problemi sindacali dell’America latina. Dopo una decina di anni di docenza in collegi, durante i quali pubblicò testi scolastici come Antologia di letture e ricerche (Milano, 1981), costruita sugli articoli della Costituzione Italiana e  Approfondimenti letterari  (Milano, 1986), diventa professore di Letteratura Brasiliana prima all’Università di Bari (1983-1993) e quindi all’Università di Napoli. Tra le sue pubblicazioni ricordiamo: Sociologia da literatura (Lisbona, 1971), Lineamenti di una sociologia della produzione artistica e letteraria (Napoli, 1974) e América Latina: sindacati e società (1950-1970), (Napoli, 1975), Escrever (Bari, 1988), Avanguardia e stabilizzazione della coscienza (Bari, 1988), Auto-retratos (São Paulo, 1991), Escrever-2 (Bari, 1994), Soeiro Pereira Gomes: uma biografia literária (Lisboa, 1999), Auto-retratos de escritores goianos (Goiânia, 2001). Dal 2008 al 2010 pubblica la collezione Biografia e criação literária, in 7 volumi, che contiene le interviste a più di 120 scrittori e include i CDs delle interviste. Frutto di anni di didattica sono i volumi: Antologia della letteratura portoghese (organizzata con Roberto Barchiesi) (Napoli, 1998), Acquerello del Brasile (Napoli, 2002) e Scrittori brasiliani (Napoli, 2003).



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TEXTO EM PORTUGÛES   (Testo in italiano)

MADRIGAL NAPOLITANO. A AVENTURA NAPOLITANA DO baiano ILDÁSIO TAVARES. ABRIL DE 2008.  1a PARTE
 
 Madrigal Napolitano
 Nos olhos permanece anulando a distância
 e no tato a lembrança fugaz do contato:
 um perfume que passa; uma canção que voa:
 um gosto quase resto no canto da boca --
 antes não tivesses ficado,
 com tua crueldade nua:
 eis que vences o tempo…
 o corpo, sim, o desejo não envelhece.
                                              Ildásio Tavares 
 
         Durante a palestra sobre os Orixás do olimpo africano, que Ildásio, antes o prof. Ildásio Tavares ministrava aos estudantes de Nápoles, o olhar e a sua atenção estavam sendo demasiadamente encantados e magnetizados por uma singela e solar moça napolitana, sentada na fila dianteira. Ao findar-se a palestra, a moça levanta, aproxima-se, com evidente e claro  prazer do orador, pergunta alguma coisa, acompanha-o tomar o clássico e canônico café napolitano. Sorrisos, aberta simpatia, bejinhos de despedida.
         - Viu, Giovannissimo, que bela ragaza! Le ragaze di Nápoles parecem-se com le ragaze da Bahia!
 E depois, logo depois, esse texto melancôlico que o poeta chamou Madrigal napolitano.
 
         O Ogan Omi L’arê, na casa de Oxum, e Obá Arê, na casa de Xangô do Axé Opô Afonjá, Ildásio Tavares, poeta, compositor, agitador cultural da cidade de Salvador de Bahia encontra-se em Nápoles.
 
         Milagre de Jemanjá ou de são Gennaro, o protetor da cidade de Nápoles?
 
         Tínhamos encontrado o poeta na cidade de Salvador, em  junho de 2007, quando lá fomos em missão oficial para assinar um convênio também com a UFBA (Universidade Federal de Bahia), depois dos convênios com a  UFOP de Ouro Preto e com a UFF de Niterói, o Reitor da Universidade l’Orientale di Nápoles, prof. Pasquale Ciriello, o diretor da Faculdade de Ciências Políticas, prof. Michele Di Maio, e este escrevente.
 
         Desde a Itália o Reitor desejava assistir a Salvador a um candomblé, autêntico e não para turistas. Quem melhor do que Ildásio para nos acompanhar? E assim aconteceu.
Depois de uma minha palestra naquela Universidade, Ildásio acompanhado pela filha mais jovem –mas, por quê leva consigo a mocinha, pensei?- oferece seu carro para nos levar e ciceronear  ao candomblé. Encaminhamo-nos para o estacionamento e deparamo-nos com um fusquinha, velhinho, em que, com um pouco de receio, entramos os três atrás e a filha ao lado do pai, nosso motorista.
 
  • Pai, recomenda a menina, não corra e cuidado com a calçada.
  • Não começe a se fazer de paranóica..   
 
O carro começa a marchar. Algumas palavras em português, mais outra também em portugês, algumas poucas em italiano.
 
         - Cuidado, pai, cuidado, a calçada, a calçadaaaa….patapúm! Pegou!
         - Calma, filhinha, calma, não seja paranóica, foi nada não!
 
Continuamos a viagem. O sol já posto havia pouca iluminação naquelas vielas. E o Ildásio trazia uns bons óculos… Trocamos ainda algumas palavras  sobre Brasil, Nápoles, o mundo…
 
         - Cuidado, pai, cuidado ao quebramolas! Tum, tum, tum…Pegou!
             - Calma, filhinha, calma! Não foi nada, não, nãs seja paranóica!
 
         Chegamos enfim ao terreiro. Na casa dos Orixás, o motorista incerto retoma sua postura de mestre, de conhecidor das coisas, dos ritos e da lingua nagô. Nos introduz, explica, acompanha e depois vai sentar ao lado do pai de santo para participar ativamente e quase como protagonista da cerimônia.
 
         Para a volta, agradecemos a gentileza, mas, prudentemente preferimos chamar um táxi.
         Fora do carro e sem a responsabilidade de motorista, Ildásio é um conversador inteligente, amável, cheio de humor, enciclopédico; sabe cantar Sul mare luccica e O sole mio; conhece as façanhas brasileiras do almirante napolitano Caracciolo; sabe um pouco de italiano, leu Dante e Petrarca…É homem de grande e humana simpatia.
         O nosso Reitor fica fascinado e convida-o visitar a nossa Universidade de Nápoles- l’Orientale, o que se dá no mês  de Abril do ano seguinte, 2008. (....Continua no próximo numero de Sarapegbe)
 
 Traduzione in portoghese dell'autore
Giovanni Ricciardi. prof. de Literaturas portuguesa e brasileira na Universidade de Nápoles – L’Orientale. Estudioso de Sociologia da literatura  e dos problema sindicais de América Latina. Depois de uma década de docência em colégios em que publica textos escolares como Antologia di letture e ricerche (Milão, 1981), construída sobre artigos da Constituição italiana e Approfondimenti letterari  (Milão, 1986), volta à Universidade e torna-se professor de Literatura Brasileira antes na  Universidade de Bari (1983-1993) e depois na de Nápoles. Entre seus livros: Sociologia da literatura (Lisboa, 1971), Lineamenti di una sociologia della produzione artistica e letteraria (Nápoles, 1974) e América Latina: sindacati e società (1950-1970), (Nápoles, 1975), Escrever (Bari, 1988), Avanguardia e stabilizzazione della coscienza (Bari, 1988), Auto-retratos (São Paulo, 1991), Escrever-2 (Bari, 1994), Soeiro Pereira Gomes: uma biografia literária (Lisboa, 1999), Auto-retratos de escritores goianos (Goiânia, 2001).
De 2008 a 2010 publica a coleção Biografia e criação literária, em 7 volumes, contendo as entrevistas de mais de 120 escritores e incluindo os CDs das mesmas. Fruto de anos de didática são os volumes: Antologia della letteratura portoghese (organizada junto com Roberto Barchiesi) (Nápoles, 1998), Acquerello del Brasile (Nápoles, 2002) e Scrittori brasiliani (Nápoles, 2003).